Grande Recife sofre com o aumento no valor da cesta básica
- Malu Lemos

- 28 de abr.
- 2 min de leitura
Estudo realizado pelo Procon-PE revela que aumento médio pode comprometer até 45,82% do salário mínimo atual

Um levantamento divulgado pelo Procon-PE aponta que 45,82%, ou seja, quase metade do salário-mínimo (atualmente fixado em R$ 1.621), é destinado à compra de itens básicos, como alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica. A pesquisa, realizada entre os dias 1 e 9 de abril em supermercados localizados no Recife, Olinda, Paulista, Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe, avaliou 27 produtos considerados essenciais para o dia a dia, e apontou uma alta de 4,84% em relação a fevereiro.
Na feira de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, comerciantes relatam que o aumento é repassado em cadeia. “A gente já compra mais caro do distribuidor e precisa ajustar o preço. Não tem como fugir”, explica o feirante Samuel. Ele destaca que os consumidores têm reduzido a quantidade comprada, embora não deixem de levar os itens por serem essenciais.

A economista Sabrina Mattos explica que a atual situação internacional e as crises climáticas afetam diretamente na alta dos preços.
“O aumento no valor da gasolina, por exemplo, impacta nessa subida, já que os custos de logística e transporte também sofrem alterações, assim como a situação do clima que afeta nas plantações”, analisa.
O estudo aponta ainda a necessidade de os consumidores realizarem pesquisa antes de fazer as compras, já que alguns itens apresentam até 150% de variação entre estabelecimentos. Outro ponto observado é o impacto de períodos sazonais, como a Páscoa, que ocorreu durante o levantamento. O Procon pretende realizar um novo estudo ainda neste mês para acompanhar o comportamento dos valores. As pesquisas ficam disponíveis no site procon.pe.gov.br




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