Fim da “taxa das blusinhas” preocupa comerciantes do Recife
- Lívian Carvalho

- há 1 dia
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Lojistas temem aumento das compras em aplicativos internacionais e defendem valorização do comércio físico

O fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de 20% aplicado sobre compras internacionais de até 50 dólares, reacendeu o debate sobre os impactos das vendas online no comércio local. No Centro do Recife, lojistas demonstram preocupação com a concorrência desigual.
A comerciante Julia Yang, proprietária da loja Verano, localizada na Rua da Imperatriz, no bairro da Boa Vista, afirma que o comércio do Centro do Recife já vinha sendo afetado há anos pelo crescimento das vendas digitais. Segundo ela, o cenário se intensificou após a pandemia.
Julia acredita que o fim da taxação pode fortalecer ainda mais os aplicativos internacionais. “Mesmo quando existia a taxa, as pessoas continuaram comprando muito online. Agora, sem essa cobrança, a tendência é que essas compras aumentem ainda mais”, afirma.

Ela também chama atenção para os custos enfrentados pelo comércio local.
“Nós temos aluguel, funcionários, impostos, estrutura e despesas diárias. É uma concorrência muito desigual com as plataformas online”, explica.
Segundo a consumidora Monik Rodrigues, a praticidade faz com que as compras pela internet sejam sua principal opção. “Já tenho referência de tamanho, acompanho os comentários e faço a compra”, afirma. Mesmo assim, ela destaca que ainda procura lojas físicas quando precisa de uma peça com urgência.
Monik também acredita que esse movimento forçou o comércio a se adaptar, fazendo com que se tornassem mais ativos nas redes sociais.
A redução da circulação de pessoas no Centro do Recife impacta diretamente o comércio local, que depende do grande fluxo de consumidores para manter as vendas presenciais e enfrentar a concorrência crescente das plataformas de compras online.




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