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Fim da “taxa das blusinhas” preocupa comerciantes do Recife

  • Foto do escritor: Lívian Carvalho
    Lívian Carvalho
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Lojistas temem aumento das compras em aplicativos internacionais e defendem valorização do comércio físico


Comércio local compete com a praticidade das compras online. Foto: Kaboom Pics
Comércio local compete com a praticidade das compras online. Foto: Kaboom Pics

O fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de 20% aplicado sobre compras internacionais de até 50 dólares, reacendeu o debate sobre os impactos das vendas online no comércio local. No Centro do Recife, lojistas demonstram preocupação com a concorrência desigual.


A comerciante Julia Yang, proprietária da loja Verano, localizada na Rua da Imperatriz, no bairro da Boa Vista, afirma que o comércio do Centro do Recife já vinha sendo afetado há anos pelo crescimento das vendas digitais. Segundo ela, o cenário se intensificou após a pandemia.


Julia acredita que o fim da taxação pode fortalecer ainda mais os aplicativos internacionais. “Mesmo quando existia a taxa, as pessoas continuaram comprando muito online. Agora, sem essa cobrança, a tendência é que essas compras aumentem ainda mais”, afirma.


Lojistas enfrentam custos fixos para manter funcionamento Foto: Julia Yang (acervo pessoal)
Lojistas enfrentam custos fixos para manter funcionamento Foto: Julia Yang (acervo pessoal)

Ela também chama atenção para os custos enfrentados pelo comércio local.

“Nós temos aluguel, funcionários, impostos, estrutura e despesas diárias. É uma concorrência muito desigual com as plataformas online”, explica.

Segundo a consumidora Monik Rodrigues, a praticidade faz com que as compras pela internet sejam sua principal opção. “Já tenho referência de tamanho, acompanho os comentários e faço a compra”, afirma. Mesmo assim, ela destaca que ainda procura lojas físicas quando precisa de uma peça com urgência.


Monik também acredita que esse movimento forçou o comércio a se adaptar, fazendo com que se tornassem mais ativos nas redes sociais.


A redução da circulação de pessoas no Centro do Recife impacta diretamente o comércio local, que depende do grande fluxo de consumidores para manter as vendas presenciais e enfrentar a concorrência crescente das plataformas de compras online.

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