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Comércio junino ganha força nos mercados públicos do Recife

  • Foto do escritor: Pedro  dos Santos
    Pedro dos Santos
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Vendedores relatam aumento na procura por produtos ligados à cultura nordestina às vésperas do mês de junho

Comércios dos mercados públicos do Recife já exibem decoração junina. Foto: Pedro dos Santos (Entrepontes)
Comércios dos mercados públicos do Recife já exibem decoração junina. Foto: Pedro dos Santos (Entrepontes)

Com a aproximação do mês de junho, mercados públicos do Recife começam a registrar aumento na procura por artigos típicos do São João. Adereços de chita, chapéus de palha, imagens de santos e discos de artistas nordestinos estão entre os produtos mais buscados por recifenses e turistas.

 

Edjane Oliveira, comerciante do Mercado da Encruzilhada, afirma que as vendas costumam crescer no fim de maio, mas neste ano o movimento começou mais cedo. Ela afirma que produtos tradicionais seguem em alta, principalmente itens voltados para decoração e festas infantis. “Balões, miniaturas para decoração e bandeirinhas são sempre produtos muito procurados”, diz.



Rafael Andrade em frente à sua loja no interior do Mercado da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Foto: Pedro dos Santos (Entrepontes)
Rafael Andrade em frente à sua loja no interior do Mercado da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Foto: Pedro dos Santos (Entrepontes)

 

Edjane também observa que a proximidade da Copa do Mundo influenciou parte da procura:

“Esse ano teve mais busca por coisas relacionadas à Copa. Acho triste, porque o São João deveria ser mais valorizado, mas aproveitamos para adaptar alguns produtos, como balões com as cores da bandeira brasileira”.

Além dos adereços típicos, a música regional também ganha espaço nesse período. O comerciante Rafael Andrade relata aumento na procura por discos de forró, coco e baião durante o período junino, principalmente por turistas que visitam Pernambuco para conhecer as festas na capital e em Caruaru, no Agreste.

 

Para Rafael, o vinil também ajuda a preservar a cultura nordestina. “Muitos DJs brasileiros compram discos regionais nesse período e levam para tocar na Europa. Isso valoriza nossa cultura e ajuda a torná-la mais conhecida”, afirma. Segundo ele, artistas como Jackson do Pandeiro, Marinês e Luiz Gonzaga seguem tradicionalmente entre os mais procurados.


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