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Aprovação do orçamento prevê alívio ao setor canavieiro

  • Foto do escritor: Manuela Xavier
    Manuela Xavier
  • 28 de abr.
  • 2 min de leitura

Medida reduz incertezas econômicas e garante fôlego para produtores, empregos e próximas safras em Pernambuco


Foto: Rogério Paiva (Ascom MPT)
Foto: Rogério Paiva (Ascom MPT)

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou nessa quinta-feira (23) o projeto de lei que estabelece em 20% o limite de remanejamento do orçamento estadual do ano. O entrave em torno das alterações na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 havia paralisado o auxílio de R$ 120 milhões destinado ao setor sucroalcooleiro, ameaçando a estabilidade econômica dos agricultores.


Presos numa batalha política, o Governo do Estado e a oposição não chegavam em um acordo sobre o projeto de lei nº 3.694/2026 desde o início do ano, o que fez com que com que mais de dez mil produtores de cana-de-açúcar enfrentassem o risco de quebra de safra devido à falta de fertilizantes e o impacto das tarifas internacionais.


Foto: Manuela Xavier (Entrepontes)
Foto: Manuela Xavier (Entrepontes)

A paralisação também impediu a votação de medidas de alívio, aumentando a insegurança no setor, que já enfrenta queda superior a 30% nos preços. Com a aprovação, a expectativa é de liberação dos recursos e retomada do apoio.


Mesmo com a perspectiva de melhora, o cenário atual ainda é de crise. Na visão do estudante de economia Wellington Mariano Pedro, o atraso na LOA impôs limitações ao governo, dificultando investimentos e a regularidade de pagamentos, afetando diretamente setores dependentes desses recursos.

“Como o setor canavieiro depende de políticas públicas voltadas para infraestrutura, crédito e incentivos, o atraso acaba impactando o acesso a essas políticas e o planejamento da produção”, afirma o estudante.

José Mariano Gominho, analista técnico rural, avalia que, apesar da retomada do apoio, os efeitos da falta de assistência devem resultar na diminuição da receita do produtor e, consequentemente, do Estado. “É uma bola de neve, de um lado aperta o produtor, do outro lado respinga na sociedade”, analisa.

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