Alta no preço dos ovos de Páscoa reflete crise mundial do cacau
- Aécio Sena e Gabriel Medeiros

- há 4 dias
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Atualizado: há 1 dia
Doenças nas lavouras e impactos climáticos na África elevaram o custo do chocolate e já afetam confeiteiros no Recife

Com a aproximação da Páscoa, cresce também a procura por chocolates. Neste ano, porém, os recifenses têm encontrado preços mais altos nas prateleiras, reflexo da crise global do cacau intensificada desde 2024. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o preço do chocolate em barra e de bombons aumentou 24,77% em comparação com 2025. O impacto já é percebido nas lojas da capital pernambucana.
No Recife, o chocolate fracionado — bastante utilizado na produção de ovos de Páscoa e sobremesas — também ficou mais caro. O produto, que custava cerca de R$ 28 em 2025, passou a ser vendido por aproximadamente R$ 35 neste ano.

A alta está relacionada à crise internacional do cacau. O problema é resultado de doenças nas plantações e eventos climáticos extremos que afetaram países produtores como Costa do Marfim e Gana. Entre os fatores apontados está o El Niño, que prejudicou as lavouras e reduziu a oferta do produto.
Quem trabalha no setor também sente esse impacto. Ana Mel Marçal, confeiteira que começou a produzir ovos no ano passado, diz que o chocolate já representa o principal custo de suas compras para a Páscoa. “Mesmo quando fiz doces apenas para minha família, o chocolate já era o item mais caro”, afirma.
Segundo ela, outros materiais utilizados na produção, como embalagens e artigos plásticos, também encareceram, o que contribuiu para elevar o custo final dos produtos vendidos.




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