Saiba como funcionam os alertas de chuva da Defesa Civil
- Vitor Morais

- 8 de mai.
- 2 min de leitura
Fortes precipitações que atingiram o Recife na última semana colocaram a cidade em estado de alerta máximo por conta dos graves alagamentos e deslizamentos de terra

Desde a última sexta-feira (1º), a Região Metropolitana do Recife (RMR) vem sofrendo com um volume de chuva que causou grande transtorno em toda a região, com graves alagamentos e deslizamentos de terra, causando sérios danos à cidade. Em boletim emitido na noite da última terça-feira (5), o Governo de Pernambuco informou que 2.882 pessoas permanecem fora de suas casas, sendo 1.150 desabrigados e 1.732 desalojados.
Foram registrados também 100mm de chuvas entre os dias 30 de abril e 1º de maio, número que representa cerca de 35% do volume previsto para o todo o mês nessa época do ano. A Defesa civil do Estado de Pernambuco juntamente com a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), emitiram um alerta com aviso meteorológico vermelho, o mais grave.
A situação deixou diversos cidadãos aflitos ao receber os avisos das autoridades. Abiezel José, que trabalha como porteiro, conta como foi sua experiência. “Eu estava em casa, recebi muitos alertas e fiquei muito assustado devido às barreiras caindo, as ruas alagando, pessoas ficando desabrigadas nas suas casas”, lembra.
Um acontecimento que gerou curiosidade em várias pessoas foi a forma como os alertas foram emitidos. Isso acontece devido a um sistema o qual a Defesa Civil do Estado faz parte atualmente, implementado no meio do ano passado, chamado Cell Broadcast. A assessora de comunicação da Defesa Civil, Rebeca Santos, explicou como funciona esse serviço.
“Existem dois tipos de alertas, o extremo e o severo. Os dois emitem sinais sonoros, sendo o severo um bip e o extremo um sinal sonoro mais longo. Ambos também possuem uma mensagem que abre no smartphone do cidadão, com orientações para que ele tome atitudes de autoproteção. No severo, a pessoa tem um tempo hábil para procurar um local seguro, já o extremo é preciso que ela saia do local imediatamente”, afirma.

Rebeca explica, ainda, que os alertas têm relação direta com a área em que o cidadão se encontra no momento. “Por exemplo, em Jaboatão dos Guararapes, está com a eminência de um deslizamento de barreira. Então a gente vai fazer o polígono por antena de telefone, que vai abranger aquela região onde pode ser uma área de risco. E todas as pessoas que estiverem nesse local vão receber esse alerta, independentemente de onde seja a pessoa”, completa.




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