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Recife é eleita como a capital mais congestionada do Brasil

  • Foto do escritor: Manuela Xavier
    Manuela Xavier
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

Índice Tom Tom indica que a cidade supera metrópoles como São Paulo e Rio de janeiro liderando o ranking de engarrafamentos


Foto: Manuela Xavier (Entrepontes)
Foto: Manuela Xavier (Entrepontes)

Novo levantamento do TomTom Traffic Index elege mais uma vez a capital pernambucana como a mais congestionada do Brasil. A pesquisa aponta que o índice médio de congestionamento é de 64,7%, superando significativamente grandes metrópoles brasileiras como São Paulo (58,5%), Porto Alegre (59,6%), e Rio de Janeiro (57,8%).


A liderança no pódio não é novidade para Recife, que vem ocupando o primeiro lugar como o pior trânsito do Brasil desde 2021. A cidade enfrenta grandes problemas estruturais e falta de investimento no setor de transporte público, o que em conjunto só aumenta o congestionamento.


Foto: Manuela Xavier (Entrepontes)
Foto: Manuela Xavier (Entrepontes)

Fabiana Coutinho, engenheira civil e analista de transportes, aponta que o trânsito no Recife é resultado de fatores como limitações geográficas, alta concentração de empregos e crescimento do transporte individual. Para enfrentar o problema, ela defende um planejamento integrado entre os municípios da Região Metropolitana, com investimentos no fortalecimento do transporte coletivo, integração tarifária e incentivo aos deslocamentos a pé e por bicicleta.


“Do ponto de vista técnico, Recife investe mais em mobilidade sustentável do que muitas capitais brasileiras, mas o volume e a continuidade dos investimentos ainda são insuficientes para reverter décadas de priorização do transporte individual”, atesta Fabiana.

Os impactos dessa precarização aparecem nos congestionamentos do Recife e afetam toda a população. O motorista de aplicativo Diego Dantas, relata prejuízos causados pelo tempo excessivo no trânsito, como aumento no consumo de combustível e redução da quantidade de corridas realizadas ao longo do dia.


“A gente perde muito tempo de trabalho [...] Uma corrida que é para durar entre 25 e 30 minutos eu estou levando quase uma hora para fazer”, afirma o motorista.

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