Problemas estruturais e de acessibilidade afetam a Rua do Lazer
- Caio Gomes e Francisco Elcias

- 9 de abr.
- 2 min de leitura
Local é visitado todos os dias por estudantes e funcionários da Unicap que sofrem com descaso do poder público

A Rua Bernardo Guimarães, popularmente conhecida como Rua do Lazer, famosa pelo comércio gastronômico, está localizada próxima a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e é frequentada por muitos alunos e funcionários todos os dias. No entanto, o estado em que a via se encontra está longe de ser o ideal, com calçadas pequenas e muitas árvores que não recebem o cuidado necessário. Por ser um local com vários desníveis, a Rua do Lazer também apresenta graves problemas de acessibilidade.
Para quem depende de cadeira de rodas para locomoção, a rua do Lazer é um grande desafio.
“São três pontos principais que dificultam a locomoção para quem é cadeirante: primeiro, o piso é muito irregular com vários remendos, dificultando a mobilidade para Pessoa com Deficiência (PCD). Em segundo, os estabelecimentos tomam quase todo espaço da rua; e, por fim, os estabelecimentos não foram projetados para permitir que PCD possam aproveitar e usar os serviços disponíveis”, afirma o funcionário Cícero Floresta.
Além dos problemas citados, a falta de acessibilidade pode ser percebida com a presença constante de árvores que ocupam grande parte da calçada, dificultando a passagem de cadeirantes. Entretanto, os problemas ligados à acessibilidade não são os únicos da rua Bernardo Guimarães: eles se estendem à iluminação, drenagem e até mesmo aos quiosques.
Os comerciantes da Rua do Lazer se queixam de problemas hidráulicos, de segurança e de padronização dos quiosques. De acordo com Paulo Vidiés, dono do quiosque Paul Lanches, a dificuldade é enorme. “Desde a arborização, que é mal cuidada, até a drenagem da rua e a segurança também. E o mais importante é o tamanho dos nossos quiosques que não têm uma padronização”, enumera.

Todos os problemas citados poderiam ser resolvidos pelo projeto de requalificação da Rua do Lazer, anunciado pela Prefeitura do Recife (PCR) em março de 2024, porém adiado para dezembro do mesmo ano, mas, que, na verdade, não alcançou a via. Paulo também falou sobre o impacto dessa situação no seu comércio. “A gente já vem necessitando dessa reforma hidráulica e estrutural há muito tempo e essa promessa foi de grande valia para nós. No entanto, as autoridades competentes fizeram descaso, forçando a gente a alugar empreendimento em outro local, por suposta remoção, pela nossa conta. Fizemos mais investimentos na nossa linha de gastos, implicando num forte desfalque no nosso rendimento”, analisa. Enquanto a situação não for resolvida, Paulo e outros comerciantes serão prejudicados e a Rua do Lazer ainda seguirá em situação longe da ideal.




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