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Pernambuco debate regulamentação da arteterapia

  • Foto do escritor: Pedro Vittorazze
    Pedro Vittorazze
  • 22 de mai.
  • 2 min de leitura

Profissionais de saúde mental participam de audiência pública na Câmara Municipal do Recife na última segunda-feira (18)


Audiência pública na Câmara Municipal de Recife recebe profissionais de arteterapia para discutir a regulamentação da profissão. Foto: Câmara Municipal de Recife
Audiência pública na Câmara Municipal de Recife recebe profissionais de arteterapia para discutir a regulamentação da profissão. Foto: Câmara Municipal de Recife

A regulamentação da arteterapia como profissão voltou a ser debatida em Pernambuco durante audiência pública realizada pela vereadora Kari Santos (PT), na segunda-feira (18), no Salão Nobre da Câmara Municipal do Recife. Arteterapeutas, psicólogos e especialistas da área também participaram.


Em tramitação na Câmara dos Deputados por meio do Projeto de Lei nº 3416, de 2015, a proposta busca reconhecer oficialmente os profissionais que utilizam recursos artísticos, como desenho, pintura, escrita criativa, música e dança, no cuidado emocional e na promoção da saúde mental.


Durante a audiência, a vereadora destacou a importância dos profissionais e afirmou que o debate busca ampliar a visibilidade da profissão. Segundo Santos, “a arteterapia representa uma forma mais humanizada de cuidado, baseada na escuta, no acolhimento e na expressão emocional”.


A vereadora também afirmou que pretende dialogar com as secretarias de Saúde e Educação do Recife para incentivar políticas públicas voltadas às práticas integrativas de saúde, incluindo a arteterapia.


Doutor em Psicologia Clínica, Severino Souza critica o uso de cursos rápidos para formação de arteterapeutas. Foto: Pedro Vittorazze (Entrepontes)
Doutor em Psicologia Clínica, Severino Souza critica o uso de cursos rápidos para formação de arteterapeutas. Foto: Pedro Vittorazze (Entrepontes)

Severino Souza, Doutor em Psicologia Clínica pela Universidade Católica de Pernambuco destaca a importância da regulamentação e alerta para a necessidade de maior qualificação na área. Segundo ele, a oferta de cursos rápidos faz com que muitas pessoas se considerem preparadas para atuar como arteterapeutas sem a devida formação.


“Por conta dessa proliferação de cursos de finais de semana, as pessoas já se acham arteterapeutas. Como profissão, eu acho que a gente precisa aprofundar um pouco mais essa discussão. Mas, particularmente, não vejo nenhum empecilho para que isso [a regulamentação] possa vir a acontecer”, afirma.

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