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Da cédula ao digital: três décadas da urna eletrônica no Brasil

  • Foto do escritor: Carolina Scavuzzi
    Carolina Scavuzzi
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Modelo adotado no país torna a contagem de votos mais ágil mas continua a gerar desconfianças


Implementada em 1996, a urna eletrônica transformou o processo de votação e apuração eleitoral no Brasil. Foto: Jeso Carneiro (Flickr)
Implementada em 1996, a urna eletrônica transformou o processo de votação e apuração eleitoral no Brasil. Foto: Jeso Carneiro (Flickr)

Trinta anos após a implementação da urna eletrônica no Brasil, o sistema segue como uma das principais modernizações da democracia brasileira no período pós-redemocratização. Introduzida em 1996, a tecnologia tornou mais rápida a apuração dos votos, reduziu fraudes associadas à contagem manual e diminuiu os índices de votos nulos por erro no preenchimento das cédulas.


Antes da informatização, o sistema eleitoral brasileiro era marcado pela lentidão na apuração, pelo elevado índice de votos nulos e pela maior vulnerabilidade a fraudes locais, sobretudo durante a contagem manual. Com a urna eletrônica, os resultados são divulgados em poucas horas, reduzindo incertezas políticas e aumentando a previsibilidade institucional.


Apesar dos benefícios, ainda existe desconfiança causada pela falta de informação e por críticas ao sistema. O professor de tecnologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Anthony Lins, afirma que: ”A urna possui camadas de segurança, como criptografia e auditorias, reduzindo riscos de ataques cibernéticos durante a votação”.


Para Anthony Lins, a inteligência artificial ajuda a identificar fraudes e ataques, mas exige preparo e segurança no processo eleitoral. Foto: Anthony Lins (acervo pessoal)
Para Anthony Lins, a inteligência artificial ajuda a identificar fraudes e ataques, mas exige preparo e segurança no processo eleitoral. Foto: Anthony Lins (acervo pessoal)

As redes sociais transformaram profundamente a dinâmica da confiança eleitoral nas democracias contemporâneas. As plataformas ampliaram a descentralização da produção de informação, ampliando a pluralidade de vozes como o debate político. Elas também passaram a acelerar a circulação de notícias falsas.


O cientista político, Sandro Prado, afirma:

“As redes sociais potencializaram um ambiente de desconfiança seletiva, parte do eleitorado passou a validar mais as narrativas produzidas por lideranças políticas de extrema direita e influenciadores do que as informações produzidas pelas instituições eleitorais”.

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