Onda de calor no Recife bate recorde no 1º trimestre deste ano
- Flávio Costa e Pedro Vittorazze

- há 21 horas
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Especialista explica motivos que causam aumento de temperatura na capital e as consequências para a saúde

Quem mora no Recife percebeu que a cidade enfrenta um dos verões mais quentes dos últimos anos. Neste mês de março, a temperatura sofreu grandes oscilações, chegando a bater 33ºC. Um recorde se comparado ao mesmo período de 2025, que marcava 31ºC, de acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac).
O professor e especialista em Gestão Ambiental pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) Eduardo Maia explica algumas das razões deste fenômeno. “Isso também ocorre por conta da falta de controle das alturas dos prédios, que impossibilita a circulação de vento. O asfalto que absorve o calor com mais facilidade e a derrubada das árvores que, ao apodrecerem, liberam gás carbônico (CO₂) na atmosfera, contribuindo para a retenção do calor do sol. O aumento da temperatura pode gerar falta de ar, dores de cabeça e até aumentar os riscos de câncer de pele”, lembra.

A equipe do Entrepontes também conversou com Júlio Luquíades, trabalhador de um dos quiosques da Rua do Lazer, que sente na pele o calor do dia a dia recifense: “Na verdade, têm sido dias extremamente quentes, né? Inclusive falamos sobre isso o dia inteiro, entre os amigos de trabalho, que realmente é uma coisa que chega a ser insuportável”.




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