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Lei garante apoio às famílias em luto parental em PE

  • Foto do escritor: Manuela Xavier
    Manuela Xavier
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Política estadual confere apoio psicológico e acolhimento para genitores que enfrentam a perda de filhos


Foto: Acervo Pessoal/Maria Fernanda da Silva
Foto: Acervo Pessoal/Maria Fernanda da Silva

Sancionada no final de 2025, a lei nº 19.088 institui a Política Estadual de Humanização do Luto Materno e Parental no âmbito do Estado de Pernambuco. A iniciativa busca humanizar o atendimento às famílias que enfrentam a perda de filhos, garantindo suporte emocional e social durante esse processo. A deputada Delegada Gleide Ângelo (PP) é a autora da proposta. 

 

Entre as medidas previstas estão o acompanhamento psicológico, a criação de espaços de acolhimento e a capacitação de profissionais da saúde e assistência social, além do incentivo à formação de redes de apoio. Ademais, a lei determina que essas ações sejam monitoradas e avaliadas periodicamente, cabendo ao Poder Executivo regulamentar a política para garantir sua efetiva aplicação.

 

Manuela Nunes é uma gestora de marketing que perdeu o filho no ano de 2024, quando a lei não existia. Ela relata que recebeu apoio psicológico de iniciativas privadas e que esse acompanhamento a ajudou a entender seus sentimentos, a respeitar o seu próprio tempo e, principalmente, aliviar a sensação de solidão.


Foto: Arquivo pessoal/ Manuela Nunes
Foto: Arquivo pessoal/ Manuela Nunes
“O luto materno muda tudo. Não é só uma dor emocional, ele atravessa a vida inteira, a rotina, os planos, a forma de ver o mundo. Ter políticas públicas que reconheçam isso e ofereçam apoio real, psicológico, social e humano, é uma forma de dizer para essas mães: você não está sozinha”, reflete Manuela.

 

No ponto de vista da enfermeira obstetra Maria Fernanda da Silva, a lei representa o primeiro passo de uma longa batalha. Ela analisa que os hospitais da rede pública ainda precisam melhorar muito a estrutura e a preparação de seus profissionais para lidar com essa situação.

“O cuidado humanizado impacta para o resto da vida. Com acolhimento adequado, estruturas e profissionais qualificados o processo pode ser muito facilitado”, afirma a enfermeira.

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