Itaipu produzirá menor tarifa do país com impacto conta de luz
- Giovanna Xavier

- há 4 dias
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Entenda como energia gerada na usina hidrelétrica pode influenciar diretamente a queda do valor

No último dia 13, o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, anunciou a redução da tarifa de energia gerada pela usina hidrelétrica de Itaipu, prevista para o próximo ano. A declaração foi feita à imprensa após uma reunião de representantes do Tratado de Itaipu, acordo bilateral firmado entre Brasil e Paraguai, realizada em Foz do Iguaçu (PR). Verri afirmou que a tarifa será a menor do país e deve ser definida até dezembro.
O Tratado de Itaipu prevê a distribuição igualitária da energia gerada para o Brasil e o Paraguai. O lado brasileiro pretende reduzir a tarifa para baratear o custo aos consumidores, enquanto o país vizinho, que não consome toda a sua cota de 50%, quer uma tarifa mais alta para investir no avanço tecnológico da usina.

“Como todo o investimento na construção já foi pago, isso gera um excedente de energia e o bônus é dividido entre as residências com consumo até 350 quilowatts por mês do ano anterior”, explica Enildo Meira, professor do curso de economia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e analista do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Além da geração, transmissão e distribuição, temos os encargos setoriais na conta de energia, tidos como subsídios, chegando a compor 18% da tarifa que pagamos”, afirma.
O economista Sandro Prado enfatiza que Pernambuco não é diretamente dependente da usina, mas sente seus efeitos via sistema elétrico nacional e políticas tarifárias. Apesar da afirmação do diretor-geral, não é possível prever que a tarifa de energia gerada por Itaipu será a menor do país no ano que vem. “Há limitações importantes, como a dependência das variações do dólar, a diferença entre o custo e a tarifa final, além da competitividade com outras fontes de energia, como a solar e eólica”, conclui.




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