Especialista fala sobre hantavírus e baixo risco à população
- Lívian Carvalho

- há 2 dias
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Informação correta e prevenção são as principais formas de proteger as pessoas sem gerar pânico

Casos recentes de hantavírus chamam atenção, mas a doença continua rara e associada principalmente à exposição a roedores. Embora as notícias causem medo, o risco para a população em geral é baixo e não há evidência de transmissão fácil entre pessoas.
O infectologista Raphael dos Anjos explica que o maior risco está no contato com urina (artigo), fezes ou saliva de roedores contaminados. “Não estamos falando de uma nova covid. O hantavírus exige, na maioria das vezes, uma exposição ambiental específica, ligada a roedores e suas excretas”, afirma o médico.
Ele ainda destaca que a desinformação pode atrapalhar na prevenção contra o vírus.
“O risco para a população geral é baixo quando não há exposição específica. O importante é informar sem banalizar, mas também sem gerar pânico”, completa.
Na Rua Bernardo Guimarães, popularmente conhecida como Rua do Lazer, no bairro da Boa Vista, a comerciante Tereza Stefanie afirma que a repercussão do tema gerou preocupação pela falta de informações mais claras. “A gente vê muitas notícias, mas acho tudo muito superficial, não sei se eles não têm intenção de causar alarme, mas não acredito fielmente em tudo que passa”, comenta.

A vendedora também chama atenção para a questão da limpeza na região. “Na entrada da rua fica uma certa concentração de lixo para coleta no período da noite. Nesse período, vejo timbus. No dia seguinte, quando chego pela manhã, não vejo os sacos de lixo, porém a noite é longa.”, relata.
Entre os cuidados recomendados estão evitar acúmulo de lixo, manter alimentos fechados, vedar frestas e não realizar limpeza a seco em locais com sinais de roedores.




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