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Chuvas intensificam riscos para população de rua no Recife

  • Foto do escritor: Pedro  dos Santos
    Pedro dos Santos
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Período chuvoso amplia vulnerabilidade e expõe dificuldades de acolhimento na capital pernambucana


Foto encenada retrata dificuldades enfrentadas pela população em situação de rua em períodos chuvosos no Recife. Foto: Pedro dos Santos (Entrepontes)
Foto encenada retrata dificuldades enfrentadas pela população em situação de rua em períodos chuvosos no Recife. Foto: Pedro dos Santos (Entrepontes)

Com a chegada do período de chuvas no Recife, pessoas em situação de rua passam a enfrentar ainda mais dificuldades nas áreas centrais da cidade. Além da exposição ao frio e aos alagamentos, a falta de abrigo adequado aumenta os riscos à saúde e à segurança dessa população durante os dias de chuva intensa.

 

Segundo o assistente social e doutorando da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Delânio Horacio dos Santos o período chuvoso intensifica problemas já presentes no cotidiano dessas pessoas.

“Há maior exposição ao frio, a doenças, aos alagamentos e até à perda de pertences e documentos”, explica.

Para ele, essa realidade está diretamente ligada às desigualdades sociais e à precariedade da infraestrutura urbana do Recife.


O pesquisador também afirma que os serviços de acolhimento ainda não conseguem atender toda a demanda existente. De acordo com dados da Prefeitura do Recife citados pelo professor, a cidade registrou mais de 1,8 mil pessoas em situação de rua no censo realizado em 2023.


Centro POP oferece atendimento e acolhimento à população em situação de rua no Recife. Foto: Divulgação/Prefeitura do Recife
Centro POP oferece atendimento e acolhimento à população em situação de rua no Recife. Foto: Divulgação/Prefeitura do Recife

O assistente social Thiago Alberes complementa destacando que os serviços de acolhimento existentes ainda possuem limitações estruturais, especialmente durante períodos de chuva intensa. Segundo ele, locais de acolhimento como o Centro POP, por exemplo, funcionam em horário comercial e não conseguem atender integralmente todas as demandas da população em situação de rua.


Os especialistas também apontam que a população em situação de rua ainda é frequentemente alvo de estigmatização, o que dificulta a construção de políticas públicas mais amplas e permanentes para enfrentar o problema.

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