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Chuva intensa causa transtornos na mobilidade urbana do Recife

  • Foto do escritor: Isabela Távora
    Isabela Távora
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Passageiros e condutores de ônibus relatam medo e riscos ao acessar o transporte público no dia 1º de maio


Ônibus passando pela Avenida Visconde de Suassuna, em Santo Amaro. Foto: Isabela Távora (Entrepontes)
Ônibus passando pela Avenida Visconde de Suassuna, em Santo Amaro. Foto: Isabela Távora (Entrepontes)

No último feriado do Dia do Trabalhador, o Recife se viu diante de dificuldades climáticas. As condições meteorológicas escancararam as dificuldades enfrentadas por quem depende do transporte público na região. Alagamentos e insegurança fizeram parte da rotina de passageiros e motoristas que precisaram enfrentar o caos para tentar chegar ao trabalho ou voltar para casa.


Kleydson da Silva, motorista de transporte urbano, conta que os dias de chuva intensa afetam diretamente a rotina dos profissionais. Ele, que conduz veículos que passam pelo centro do Recife, relata: “O transporte não para mesmo com chuva intensa. Muitas vezes perdemos horário de intervalo e o tempo de viagem aumenta bastante”. Além disso, Kleydson afirma que as viagens ficam mais longas e cansativas, comprometendo o estado físico e psicológico dos motoristas.


Motorista Kleydson da Silva relata os desafios enfrentados durante os dias de chuva intensa no Recife. Foto: Kleydson Silva (acervo pessoal)
Motorista Kleydson da Silva relata os desafios enfrentados durante os dias de chuva intensa no Recife. Foto: Kleydson Silva (acervo pessoal)

A técnica de enfermagem Maria Aparecida viveu na prática os transtornos provocados pelas chuvas. Usuária diária do transporte público, ela relata que precisou dormir no trabalho porque não conseguiu voltar para casa. “Eu fui para o Terminal da Macaxeira e tentei voltar, mas não passava ônibus por causa dos alagamentos. Era muito arriscado. Tive que retornar para o trabalho e dormir lá”, conta.


Maria afirma que pontos da BR-101 e da região da Guabiraba ficaram completamente alagados. Segundo ela, após as 10h da manhã já não havia condições de circulação. “Nem os veículos conseguiam passar. Foi um desafio enorme tentar chegar em casa”, relembra.


A passageira critica ainda a quantidade insuficiente de frota nos dias de chuva.

“Os ônibus já são velhos e ficam superlotados. Se tivesse mais coletivos circulando, diminuiria a lotação e a pressão sobre os motoristas”, diz.

Para Maria, o problema também passa pela infraestrutura da cidade e pela conscientização da população sobre o descarte correto do lixo.

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