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Ave Sangria revive a sua história em documentário no Recife

  • Foto do escritor: Juliana Berenguer
    Juliana Berenguer
  • 15 de mai.
  • 2 min de leitura

“Ave Sangria - A banda que nunca acabou” revisita a trajetória do grupo pernambucano e está em cartaz em cinemas no centro


Cartaz de divulgação do documentário musical. Foto: Divulgação
Cartaz de divulgação do documentário musical. Foto: Divulgação

Em cartaz em dois cinemas do Recife neste mês de maio, o longa-metragem musical “Ave Sangria — A Banda Que Nunca Acabou” conta com detalhes inéditos e revisita a trajetória de uma das bandas mais marcantes da música pernambucana. Além de destacar o sucesso do grupo no rock psicodélico nos anos 1970, o filme aborda a perseguição e a censura sofridas durante o regime militar.


O longa contou com sessões especiais no Cinema São Luiz, no último dia 10 de maio, e agora abre curta temporada no Cinema da Fundação Derby entre os dias 14 e 27 de maio. Dirigido por João Cintra e Mônica Lapa, com produção de Belunga Produções, o documentário apresenta detalhes inéditos narrados pelos próprios integrantes e propõe uma reflexão sobre resistência, liberdade artística e legado cultural.


Roger de Renor de 62 anos, que participou da produção, ressalta a relevância do documentário como registro histórico.

“Uma equipe mais jovem chegou trazendo novas ideias, junto com profissionais experientes, e isso foi fundamental para finalizar o roteiro com uma identidade totalmente pernambucana. Até a escolha da Kombi ajudou a reforçar a estética e o universo hippie do Ave Sangria”, analisa.
Roger de Renor. Foto: Acervo pessoal.
Roger de Renor. Foto: Acervo pessoal.

A trajetória da Ave Sangria também ganhou reconhecimento oficial por meio da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos, que reconheceu a perseguição sofrida pela banda durante a ditadura militar. O grupo se tornou a primeira banda anistiada do Brasil, em um marco histórico que gerou jurisprudência e garantiu indenização financeira mensal e vitalícia aos integrantes.


Lara Oliveira, de 27 anos, que assistiu ao filme na estreia, destaca os pontos importantes da produção. “Gostei bastante do documentário, acho que até superou as minhas expectativas. Bate um orgulho das raízes saber que Ave Sangria resistiu e existe”, define.

 

 
 
 

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