Caso Ypê: Entenda os riscos de ingerir detergente contaminado
- Maria Luísa Richter

- 26 de mai.
- 1 min de leitura
A Pseudomonas aeruginosa pode provocar quadros graves, incluindo pneumonia em pacientes internados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de lotes de detergente da marca Ypê no último dia (07). O motivo foi pela contaminação microbiológica registrado no fim do ano passado, quando foi identificada a bactéria Pseudomonas aeruginosa, associada a casos hospitalares graves.
Segundo a Anvisa, foram encontrados déficits no controle microbiológico, na sanitização e na rastreabilidade dos produtos. Esses fatores aumentam o risco de contaminação em artigos saneantes.
A pesquisadora e professora de microbiologia da Unicap, Adriana Souza, explicou que o risco da Pseudomonas aerugionosa é de ser uma bactéria muito resistente, com a capacidade de formar um biofilme, atuando como um escudo autônomo, dificultando a ação de antibióticos e o sistema imunológico.
“Em pessoas com imunidade baixas ou imunossuprimidas, como crianças e bebês, ela apresenta um grande risco”, afirmou.
Souza explicou também que, a bactéria não é apenas transmitida por produtos de limpeza, mas também por água contaminada.

Na inspeção adjunta realizada pela Anvisa, foram identificadas 76 irregularidades no processo produtivo realizado pela Química Amparo, marca responsável pela Ypê.
Apesar disso, após a proibição, a empresa classificou a ação como “arbitrária e desproporcional”, mas voltou atrás nesta quinta-feira (19), pedindo para os itens afetados não serem utilizados e garantindo o reembolso.
“Aos consumidores que possuam os produtos objeto da medida, a orientação é a de que os itens sejam guardados adequadamente e de que não sejam utilizados nem descartados até novas orientações da Anvisa”, recomendou a Ypê em nota.




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