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Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9%

  • Foto do escritor: Pedro Vittorazze
    Pedro Vittorazze
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Inflação da saúde suplementar segue acima da inflação oficial e população idosa deve ser a mais atingida em 2026


Alta nos custos da saúde suplementar mantém reajustes dos planos coletivos acima da inflação oficial no Brasil. Foto: Taylinne Barret (DP Foto)
Alta nos custos da saúde suplementar mantém reajustes dos planos coletivos acima da inflação oficial no Brasil. Foto: Taylinne Barret (DP Foto)

Os planos de saúde coletivos registraram reajuste médio de 9,9% nos primeiros meses de 2026, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar. A alta dos custos da saúde suplementar segue acima da inflação oficial e deve impactar principalmente pessoas idosas, trabalhadores autônomos e famílias em situação de vulnerabilidade.


Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em 2025, as empresas do setor arrecadaram mais de R$ 24,4 bilhões. Já em 2026, os reajustes nos planos de saúde coletivos chegaram a uma média de 9,9% nos meses de janeiro e fevereiro.


O economista Sandro Prado afirma que diversos fatores ajudam a explicar a alta nos custos do setor. “Entre os principais fatores estão o aumento das despesas assistenciais das operadoras, principalmente com internações, exames e tratamentos de alta complexidade”, explica.


Sandro Prado afirma que o aumento das despesas assistenciais está entre os fatores que impulsionam os reajustes. Foto: Sandro Prado (acervo pessoal)
Sandro Prado afirma que o aumento das despesas assistenciais está entre os fatores que impulsionam os reajustes. Foto: Sandro Prado (acervo pessoal)

Ainda segundo o economista, os reajustes nos planos de saúde podem diminuir ao longo de 2026, mas dificilmente ficarão próximos da inflação oficial. Isso porque os custos do mercado privado de planos, seguros e serviços de saúde costumam crescer acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).


A equipe do Entrepontes conversou com Archen Nomea (nome fictício), engenheira civil de 71 anos, que possui o mesmo plano coletivo desde 2011, mas passou a pagar reajustes equivalentes aos de um plano individual após vencer na Justiça em 2024. “Se eu não tivesse entrado com o processo, que durou 9 anos, estaria pagando mais de 13 mil reais. Já teve mês que aumentou no coletivo em 30%. Um absurdo”, relata.


Para efeito de comparação, em junho de 2025 ela pagou R$ 1.149,00 pelo convênio médico. Já em maio de 2026, o valor passou para R$ 1.218,63, o que representa um reajuste de 6,06%.

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