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Mulheres recebem 21,3% menos do que homens no setor privado

  • Foto do escritor: Gabriel Medeiros
    Gabriel Medeiros
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, pesquisa evidencia disparidade salarial entre os gêneros no País


Houve aumento em comparação ao último relatório, feito no ano passado. Foto: Divulgação
Houve aumento em comparação ao último relatório, feito no ano passado. Foto: Divulgação

Um estudo divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego revelou um dado preocupante no País: no setor privado, as mulheres recebem 21,3% menos que os homens. Baseado nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o levantamento analisou cerca de 53,5 mil empresas com 100 ou mais empregados. O 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios mostra dados detalhados sobre várias esferas trabalhistas no país, dentre elas a desigualdade salarial entre gêneros, quando a remuneração média dos homens é de R$ 5.039,68 e a feminina é de R$ 3.965,94.


Embora escancare essa disparidade, o relatório também mostra dados positivos sobre a participação feminina, que cresceu 11% em relação à última pesquisa, saindo de 7,2 milhões para 8 milhões de profissionais formais. As mulheres negras impulsionaram esse número, com um aumento de mais de 1 milhão de empregos.


O economista Mauro Gomes alerta para o impacto a partir dos dados mostrados na pesquisa.

“Esses números mostram uma falha persistente no funcionamento das empresas: a desigualdade entre homens e mulheres exercendo as mesmas funções e recebendo salários diferentes, onde as mulheres são subvalorizadas. Essa desigualdade salarial acarreta prejuízos à produtividade e ao crescimento da empresa”, reflete.
Mauro Gomes comenta sobre a desigualdade salarial. Foto: Mauro Gomes (Acervo pessoal)
Mauro Gomes comenta sobre a desigualdade salarial. Foto: Mauro Gomes (Acervo pessoal)

Na parte positiva, o texto mostra que as mulheres estão ocupando mais espaços no mercado de trabalho, com isso amplia-se a força feminina no crescimento econômico e aumenta a quantidade de mulheres empregadas. “Essa diferença é prejudicial quando se fala das mulheres negras, evidenciando o racismo e o salário mais baixo, que influencia no poder de consumo”, completa


A jovem Nicolle Santos (21), que trabalha em uma empresa privada no Recife, expõe a revolta com a situação. “Eu vejo essa desigualdade como algo bem injusto mesmo: recebermos diferentemente só por sermos mulheres. Parece que nosso esforço é menor, mesmo entregando igualmente ou até mais”.


Nicole acredita que os dados que mostram aumento são bastante positivos para uma melhora sobre a desigualdade salarial no país. “É uma mudança que depende da sociedade, das empresas e das pessoas cobrarem mais. A desigualdade já diminuiu bastante se comparado a antes, mas ainda falta muito”.

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