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Alta do azeite impacta restaurantes e consumidores no Recife

  • Foto do escritor: Aluízio Marques e Carolina Scavuzzi
    Aluízio Marques e Carolina Scavuzzi
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Produto importado aumenta de preço às vésperas da Páscoa e afeta preparo de pratos tradicionais como o bacalhau


Estabelecimentos gastronômicos, como Ô Mineiro, são os que sentem bastante impacto do aumento do azeite.                   Foto: Aluízo Marques (Entrepontes)
Estabelecimentos gastronômicos, como Ô Mineiro, são os que sentem bastante impacto do aumento do azeite. Foto: Aluízo Marques (Entrepontes)

A elevação no preço do azeite, registrada no mercado europeu entre 2022 e 2024, tem impactado também o consumo no Brasil. A crise teve início especialmente na Espanha e foi agravada por eventos climáticos que atingiram outros grandes produtores, como Itália e Grécia. Como esses países concentram a maior parte da produção mundial, os efeitos chegaram de forma mais tardia ao mercado brasileiro.


No Recife, o impacto já é sentido por estabelecimentos. O gerente do restaurante Ô Mineiro, localizado ao lado da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Rodrigo Falcão, relata que houve aumento durante as festas de fim de ano. No início de 2026, foi registrada uma leve redução, mas, com a aproximação da Páscoa, os valores voltaram a subir, impulsionados pela demanda por pratos tradicionais.


A dependência brasileira da importação do produto é um dos principais fatores para a alta. Segundo o professor de Economia da Unicap, Enildo Meira, o cenário internacional influencia diretamente os preços no país.


“No caso do Brasil, a situação é agravada pela forte dependência de importações. Com a valorização do petróleo no mercado internacional, os custos logísticos — especialmente o frete marítimo — aumentam, encarecendo ainda mais o produto final”, explica.

Para os consumidores, o impacto também já é percebido no dia a dia. A dona de casa Juliana de Moura afirma que utiliza azeite com frequência no preparo de alimentos, inclusive por questões de saúde, e notou aumento recente. Segundo ela, o produto que custava entre R$ 30 e R$ 32 passou a ser vendido por R$ 38.


Apesar do cenário de alta, há expectativa de melhora na produção global. Segundo informações divulgadas pela CNN, a produção de azeite pode crescer ao menos 55% neste ano, o que influenciaria o comportamento dos preços nos próximos meses.

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