Últimos dias para conferir "A Magia da Infância", no Cais do Sertão
- Giovanna Xavier, Jackson Augusto e João Gitaí

- 10 de abr.
- 2 min de leitura
Exposição sensível com imagens de Nicholas Filinkoski encerra temporada na próxima terça-feia, dia 14, e convida a um olhar sensível sobre a Síndrome de Down

Fotografar é, antes de tudo, um ato de captura da memória, do tempo e, principalmente, da essência. No Museu do Cais do Sertão, a exposição A Magia da Infância, que segue até a próxima terça-feira (14), nos propõe exatamente esse exercício de pausa e contemplação. Pelas lentes do fotógrafo Nicholas Filinkoski, somos transportados para um universo infantil que, embora transbordante de vida, ainda carece de espaços de visibilidade e representação plena em nossa sociedade.
Em sua proposta, Nicholas nos oferece algo que vai além do discurso: ele nos entrega a presença. Sua obra é um convite para abandonarmos as caricaturas e mergulharmos na pureza de quem vê o mundo sem as camadas do preconceito.
Aos 30 anos, Nicholas fala de sua trajetória com a clareza de quem encontrou na imagem o seu lugar de fala para o mundo. "Meu nome é Nicholas, sou natural de Porto Alegre, mas moro há 25 anos no Recife. Desde criança amo fotografar", conta. O que começou como um trabalho com o objetivo de criar um calendário para crianças de 0 a 6 anos, amadureceu e se transformou em uma ocupação artística no espaço público.

Para ele, a exposição é uma forma de visibilizar tanta gente que ocupa e existe nessa cidade: "É importante mostrar meu trabalho para que as pessoas me conheçam e possam se inspirar", afirma. Esse orgulho é compartilhado por sua mãe, Elena Filinkoski, que testemunha a força desse trabalho que já criou raízes em Pernambuco. "Em 2025, estivemos no Shopping Guararapes e, agora, chegamos ao Cais do Sertão. Foram três dias intensos de fotografia, com mais de 62 crianças envolvidas. Nicholas tem essa marca: ele foca na trajetória, na beleza de cada etapa, desde os pequenos até os adultos", destaca.
A Magia da Infância é, portanto, mais que uma exposição fotográfica. É uma estratégia de visibilidade e uma celebração da diversidade. Através dos olhos de Nicholas, somos lembrados de que a inclusão não se faz apenas com leis, mas com o reconhecimento da beleza e da singularidade do outro.
Para planejar sua visita, o Cais do Sertão recebe o público de terça a sexta, das 10h às 16h, e nos finais de semana, das 13h às 18h (fechado às segundas), com ingressos acessíveis de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). O museu é gratuito para todos às terças-feiras, além de possuir isenção permanente para crianças de até 5 anos e estudantes ou professores da rede pública.




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