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Exposição “Garateia” enaltece narrativas ribeirinhas do Pina

  • Foto do escritor: Giovanna Xavier
    Giovanna Xavier
  • 8 de mai.
  • 2 min de leitura

Conhecido pelo estilo artístico surrealista, Shell Osmo eleva os contrastes naturais e culturais do cotidiano recifense


O circuito será composto por pinturas, murais e instalações. Foto: Giovanna Xavier (Entrepontes)
O circuito será composto por pinturas, murais e instalações. Foto: Giovanna Xavier (Entrepontes)

O Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam) receberá, no próximo sábado (09), a exposição “Garateia: onde ancora a memória”, do artista urbano e ribeirinho Shell Osmo. A mostra faz parte do Circuito Garateia, que também estará presente no Museu Cais do Sertão, a partir do domingo, dia 10.


A garateia é um equipamento tradicional da pesca, utilizado para fisgar peixes ou ancorar embarcações. Ao nomear sua exposição, Shell Osmo entrelaça memórias e vivências da comunidade ribeirinha da bacia do Pina, seu bairro de origem.


Apresentando mais de 30 obras inéditas, o ponto de partida foram as suas próprias impressões da realidade. Entre as técnicas trabalhadas, a arquitetura da sobreposição, ou “tecnologia da sobrevivência”, segundo Shell, aborda a estética das palafitas e as histórias de personagens do lugar onde cresceu.

“Em alguns lugares, morar ao lado do rio é sinônimo de luxo, de privilégio social. Aqui, morar ao lado do rio é sinônimo de abandono”, afirma.
As estruturas das palafitas estão entre as inspirações para o processo criativo de Shell Osmo. Foto: Giovanna Xavier (Entrepontes)
As estruturas das palafitas estão entre as inspirações para o processo criativo de Shell Osmo. Foto: Giovanna Xavier (Entrepontes)

Rose Lima, diretora artística e executiva da mostra, faz destaque para as obras "Mapa do Pina" e "Portuário". "É um artista político, dinâmico e poético, sempre atento ao desenvolvimento de práticas coletivas", pontua. “Acompanhar o processo de Shell tem sido muito enriquecedor, já que nossas práticas se aproximam e se articulam em torno da cena da arte recifense em ascensão”, completa Rose.


A curadoria tem a assinatura de Rebecca França, artista e professora de história. A entrada é gratuita e conta com recursos de acessibilidade comunicacional.

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