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“Dynamite Som” será exibido na 4º edição do Cineclube Revezes

  • Vitor Morais
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

Documentário dirigido por Pedro Severien e Lia Letícia resgata a trajetória do coletivo cultural Lamento Negro


Foto por: Morgana Narjara/ Secult-PE/ Fundarpe. Pedro Severien é um dos diretores e idealizadores do curta.
Foto por: Morgana Narjara/ Secult-PE/ Fundarpe. Pedro Severien é um dos diretores e idealizadores do curta.

Na Próxima quinta-feira (30), o Cineclube Revezes realiza mais uma edição com a exibição do curta-metragem “Dynamite Som: o futuro é lamento negro”. O evento, que tem início às 16h40, acontece no auditório do bloco D da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e é aberto ao público.

 

Os diretores, Pedro Severien e Lia Letícia, e um dos fundadores do Bloco Afro Lamento Negro, Mestre Maia, participarão de um debate sobre a obra, que tem como foco retratar a história do coletivo fundado no ano de 1987 na comunidade de Peixinhos, em Olinda.


Severien revela que a escolha do tema se deu pelo fato de o Lamento Negro ser parte fundamental da história e da construção do Manguebeat, a qual ainda não havia sido devidamente contada. Além da relevância cultural, Pedro também destaca o impacto social do grupo:

“O Lamento Negro foi criado por jovens que foram influenciados pela música black americana e o afoxé, como uma forma de transformar aquele espaço que era um local violento e extremamente estigmatizado no bairro de Peixinhos, usando a arte e a cultura para produzir um outro horizonte de vida para eles e para a comunidade”.

 

O filme soma participações em festivais e dois prêmios de melhor trilha sonora, composta por um dos fundadores do Lamento Negro e do movimento Manguebeat, Gilmar Bola Oito.


Foto por: Vitor Morais (Entrepontes)/ Cineclube revezes foca na exibição de produções locais.
Foto por: Vitor Morais (Entrepontes)/ Cineclube revezes foca na exibição de produções locais.

Bianca Amorim, estudante de jornalismo da Unicap e uma das organizadoras do Revezes, explica que a produção dialoga diretamente com a proposta do cineclube, tanto por valorizar produções locais quanto por trazer questões culturais e sociais relevantes. “A história de personagens que vivem em um mundo sem música e dança e que buscam recuperar essas expressões através da memória e da cultura, se conecta com a importância de preservar tradições”, afirma.

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