Chuvas agravam dengue e expõem falhas no centro do Recife
- Juliana Berenguer
- há 21 horas
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Alagamentos em áreas como a Rua do Lazer, no Recife, aumentam o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti e acendem alerta na cidade

Com o aumento das chuvas, Recife enfrenta não apenas transtornos urbanos, mas também riscos à saúde pública. Números do sistema InfoDengue, um projeto de monitoramento baseado em dados reais de vigilância epidemiológica, indicam que, até abril de 2026, a cidade apresenta cenário de alerta, com incidência estimada de 11 casos de dengue por 100 mil habitantes na semana epidemiológica 14. A capital iniciou o ano com risco médio para arboviroses, impulsionado pela alta presença de focos do mosquito Aedes aegypti e pela expectativa de aumento de casos entre março e abril.
Em áreas urbanas, os efeitos das chuvas vão além dos números. Na Rua do Lazer, localizada ao lado da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e conhecida pela intensa circulação de estudantes, os alagamentos são frequentes em dias chuvosos, dificultando a locomoção e evidenciando problemas de infraestrutura. A situação, de acordo com a estudante de psicologia da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) Maria Luísa Milano, frequentadora da Rua do Lazer e que já teve dengue em 2023, impacta diretamente o dia a dia. “Água parada nas ruas são pontos altos de proliferação”, relata.
No estado, Pernambuco registrou mais de 12 mil casos da doença entre o final de 2025 e o início de janeiro de 2026, além de 10 óbitos confirmados, reforçando o cenário de atenção.

Os números ratificam o cenário de alerta na capital, o que, segundo a biomédica e professora Andreza Siqueira, exige atenção redobrada no período chuvoso.
“O acúmulo de água parada em recipientes como pneus, garrafas e caixas d’água cria condições ideais para o mosquito Aedes aegypti”, explica.
Esse tipo de ambiente, com água parada e drenagem inadequada, favorece a formação de criadouros do mosquito, contribuindo para o aumento do risco de transmissão da doença na cidade.




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