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Aumento no valor do trigo assusta microempreendedores no Recife

  • Foto do escritor: Guilherme dos Santos, Vitor Morais e Thallys Salú
    Guilherme dos Santos, Vitor Morais e Thallys Salú
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Comerciantes buscam alternativas para evitar prejuízos com a escalada de preços do insumo

largamente utilizado na gastronomia


A produção de trigo vem sofrendo impactos devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia                                                                       Foto: Nutrição de Safras
A produção de trigo vem sofrendo impactos devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia Foto: Nutrição de Safras

Com grandes conflitos acontecendo ao redor do mundo, a população e as microempresas se preocupam com o aumento do preço do trigo. Os confrontos geopolíticos entre Rússia e Ucrânia, dois dos maiores exportadores do mundo, têm dificultado à manutenção dos campos de produção e elevado o custo no transporte dos grãos. Os impactos dessa grande movimentação já são percebidos por microempreendedores e consumidores no Recife.


O economista Márcio Vanderlei explica como funciona a relação para a precificação. “Infelizmente, quando o preço de um insumo básico (como o trigo) sobe no campo, a indústria e o varejo tendem a repassar esse custo para o consumidor final para manter as margens de lucro. Este efeito chama-se `Elasticidade Preço”, explica.


O economista Márcio Vanderlei explica o conceito de "Elasticidade Preço"
O economista Márcio Vanderlei explica o conceito de "Elasticidade Preço"

Vanderlei lembra, ainda, que o trigo é um dos itens com maior elasticidade preço, ou seja, o aumento no campo chega muito rápido às prateleiras do supermercado. “Isso pressiona a inflação de alimentos, o que atinge principalmente as famílias de baixa renda, que gastam uma fatia maior do orçamento com esses itens básicos”, completa.


No Recife, o impacto da alta do trigo é particularmente significativo devido ao perfil econômico e de consumo da região. Pernambuco possui a indústria de alimentos mais relevante do Nordeste, representando 10,7% do PIB estadual, e as regiões Norte e Nordeste lideram o consumo nacional de macarrão, o que torna a economia local muito sensível às variações no preço.


Os mais afetados com a inflação do trigo são os chamados microempreendedores, sendo forçados a balancear a relação entre custos e preço de venda. A comerciante Aline Sena descreve essas mudanças:

“O preço do trigo impacta muito nas vendas e no dia a dia do negócio. Porque conforme o valor aumenta, que é o principal ingrediente para fazer nossos salgados, causa o aumento do preço do produto”, confessa.

Aline também lembra o que ocorre em relação à compra com o fornecedor e o valor é repassado para os clientes. “Priorizamos a qualidade dos produtos para não diminuir a procura, mas não podemos baratear mais em relação a isso, por causa do alto preço das mercadorias”, afirma.

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